No Brasil, apenas um partido político – o Partido Democrático Trabalhista (PDT) – integra a Internacional Socialista, órgão que reúne partidos identificados como representantes da ideologia social-democrata em todo o mundo.[1] O principal líder do PDT, Leonel Brizola, fundou o partido após ter perdido na Justiça o direito de usar a sigla do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – partido de Getúlio Vargas extinto após o golpe de 1964 – para Ivete Vargas, sobrinha de Getúlio. O PTB também se define como representante da social-democracia, apesar de ser considerado atualmente um partido decentro-direita.[2]
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)[3] é o único partido do país a trazer a nomenclatura social-democracia em sua legenda. Entretanto, ao contrário dos partidos social-democratas europeus, o PSDB nasceu sem bases operárias.[1] É representante da terceira via, atuando em defesa de uma proposta social-democrata de menor controle estatal sobre a economia.[1] Entre suas ações enquanto governo estiveram a privatização de empresas estatais, o fortalecimento das agências reguladoras, a redução de gastos públicos, a tentativa de afrouxamento de leis econômicas e trabalhistas, a defesa do direito à propriedade intelectual e a implementação do Bolsa Escola no âmbito federal. Por influência de Brizola, o PSDB foi rejeitado na Internacional Socialista, sob a alegação de que se aliara à direita (PFL) para governar.[1]
O maior rival do PSDB no cenário político brasileiro é o Partido dos Trabalhadores (PT).[4] Partidos de origem semelhante, se distanciaram na prática política.[1] Ao contrário do PSDB, o PT, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), nasceu com ampla base operária. Histórico defensor do socialismo por vias democráticas, a atuação do PT no governo federal, onde faz a defesa de maior controle estatal sob a economia e de programas deassistência social como o Bolsa Família, fez com que a opinião pública em geral identificasse o PT como um partido social-democrata,[1][5] apesar da resistência de membros do partido de se auto-intitularem como tal.[6] De fato, durante os últimos anos do governo Lula cresceu novamente a força do grupo dentro do partido que ainda defende a "utopia socialista" como objetivo final de sua luta.[1]
Os quatro partidos citados acima estão entre os seis maiores do país, com mais de um milhão de filiados cada. Há também outros partidos menores que se auto-declaram representantes da social-democracia, como o Partido Popular Socialista (PPS).
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